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Mkmouse - Revista Mensal 072 - 31 Agosto de 2017

Noticias:

Deslizamento de terra na China deixa ao menos 120 pessoas soterradas

Cerca de 40 casas foram atingidas pela queda de parte de uma montanha

por O GLOBO


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Equipes de resgate trabalham na busca por sobreviventes - CHINA STRINGER NETWORK / REUTERS

PEQUIM — Ao menos 120 pessoas foram soterradas por um deslizamento de terra no vilarejo montanhoso de Zinmo, no condado Mao, na província de Sichuan, no sudoeste da China.

De acordo com autoridades, 62 casas e um hotel foram devastados pelas rochas.

O desastre aconteceu por volta das 6h deste sábado, pelo horário local.

— É o maior deslizamento a atingir esta área desde o terremoto de Wanchuan — disse Wang Yongbo, que lidera os esforços de resgate, à emissora estatal China Central Television (CCTV).

Em maio de 2008, um tremor de magnitude 7.9 atingiu a província de Sichuan, matando cerca de 90 mil pessoas.

De acordo com as autoridades da província, cinco corpos já foram encontrados e três pessoas foram resgatadas com vida, mas apenas duas sobreviveram.

O acesso à região também foi prejudicado, pois um trecho de 1,6 quilômetro de estrada foi coberto pelas pedras.

Segundo o jornal oficial local, “Sichuan Daily“, uma família com três pessoas, incluindo um bebê de apenas um mês, conseguiu escapar quando as rochas começaram a cair sobre a casa onde viviam.

Em entrevista à CCTV, o pai, Qiao Dashuai, contou que a família foi salva pelo bebê, pois ele estava acordado por causa do choro e se preparava para trocar fraldas quando ouviu o som das rochas caindo.

— Nós escutamos um barulho estranho na parte de trás da casa, e era bem alto — contou Dashuai.

—O vento estava entrando no quarto, então eu queria fechar a porta. Quando nós saímos, a corrente d’água nos carregou imediatamente.


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As rochas cobriram 62 casas e um hotel – AP

Os três conseguiram lutar contra a inundação e foram levados ao hospital pelas equipes médicas. Os pais e outros parentes de Dashuai não foram encontrados.

Análises preliminares realizadas por funcionários da província estimam que 8 milhões de metros cúbicos de terra e rochas, o equivalente a mais de 3 mil piscinas olímpicas, despencaram pelas encostas da montanha.

Um rio foi bloqueado, provocando o alagamento da região.

Especialistas afirmam que o desastre foi provocado pelas chuvas.

As operações de buscas continuam, com mais de 400 pessoas, com tratores, escavadeiras e cães farejadores.

Outros 500 funcionários foram deslocados pelo governo provincial para ajudar nas buscas.



Fontes:-

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São Paulo, SP, 31 Julho de 2017

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    Noticias:

    EUA espionam Rússia de uma pequena ilha norueguesa


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    A construção de um novo projeto de radar americano-norueguês na ilha de Vardo, no Ártico, enfureceu a Rússia (Andrew Testa para The New York Times)

    VARDO, Noruega

    — A população da Ilha de Vardo, no Ártico, ficou reduzida à metade comparada ao que era 20 anos atrás, e a indústria da pesca, que sustentou seus habitantes por muitas gerações, praticamente entrou em colapso.

    Mas, em maio, graças a um misterioso aumento da demanda de energia, a companhia de eletricidade local começou a trabalhar a fim de aumentar a oferta de eletricidade, por meio da instalação de um grosso cabo em um túnel embaixo das águas gélidas que separam a ilha do continente norueguês.

    O novo cabo indica uma atividade econômica que está florescendo nesta parte do Ártico: bisbilhotar a expansão da frota russa de submarinos nucleares armados com mísseis balísticos no Mar de Barents.

    A demanda extraordinária de eletricidade é necessária para alimentar o sistema do radar financiado pelos Estados Unidos, que está sendo construído numa ilha em frente à Península de Kola, um gélido território russo coalhado de bases navais de segurança máxima.

    O presidente da Rússia, Vladimir V. Putin, prometeu tornar seu país uma peça preponderante no extremo Norte, enquanto a mudança climática abre novas rotas de navegação da Ásia para Europa.

    A Rússia tem dezenas de submarinos em operação, inclusive seis Delta IV armados com múltiplos mísseis balísticos, nas bases situadas na península de Kola, localizada a apenas 65 quilômetros de Vardo, do outro lado deste mar agitado.

    “Este lugar é extremamente importante para os Estados Unidos e para o mundo ocidental, pois permite ficar de olho no que os russos estão fazendo”, disse Lasse Haughom, ex-prefeito de Vardo e veterano da inteligência militar da Noruega.


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    Aksel Robertsen, na fábrica abandonada de processamento de peixe, disse: “Nós queremos viver da pesca e não de radares secretos” (Andrew Testa para The New York Times)

    “A Rússia quer olhar nossos segredos, e os Estados Unidos e a Noruega querem olhar o que acontece do lado de lá”, acrescentou Haughom.

    “É assim que funciona o jogo”.

    Este perigoso contexto ingressa agora em uma nova fase, com o início dos trabalhos de implantação, em Vardo, de um sofisticado sistema de radar conhecido como Globus 3.

    O projeto, criado numa parceria entre norte-americanos e noruegueses, enfureceu Moscou, que o considera parte de uma política do Departamento de Defesa dos Estados Unidos visando cercar a Rússia, que está ressurgindo com Putin.

    Teimuraz Ramishvili, embaixador Russo em Oslo, aconselhou a Noruega a deixar de ser “ingênua” quanto à prontidão da Rússia para revidar, acrescentando que “o Ártico não terá mais paz”.

    Segundo o tenente-coronel Tormod Heier, conselheiro do Colégio Universitário de Defesa da Noruega em Oslo, “a Rússia considera Vardo um alvo extremamente importante. Em uma crise, será um dos primeiros lugares a ser bombardeado”.

    O que mais alarma a Rússia, acrescentou Heier, é que a posição da ilha no âmbito da defesa antimísseis ameaçará consideravelmente a última reivindicação incontestável de Moscou ao status de grande potência: seu arsenal nuclear e a capacidade de lançar um ataque retaliatório desde a sua frota de submarinos no Ártico.

    Putin colocou a defesa antimísseis no topo de uma lista de reclamações contra os Estados Unidos, afirmando que o programa norte-americano “destrói o equilíbrio estratégico mundial”.

    Prefeito de Vardo, Robert Jensen apoia o novo projeto do radar porque, afirmou, vai gerar empregos.

    “Nunca pensei que a Rússia começaria a Terceira Guerra Mundial aqui”, observou.

    Dan Tore Jorgensen, repórter do jornal local de Vardo, “Osthavet”, disse que não houve possibilidade de uma discussão aberta em razão do “pacto de silêncio” em torno do que acontecia de fato em Vardo.

    Embora o atual sistema de radar seja operado pelos noruegueses, Jorgensen disse que o principal hotel de Vardo costuma estar lotado de técnicos norte-americanos e espiões camuflados de observadores de pássaros.

    Segundo Aksel Robertsen, um pescador de 34 anos, Vardo precisa muito de empregos para impedir que a população de cerca de 2.100 habitantes encolha ainda mais, e agradeceu à inteligência militar por abrir oportunidades de trabalho.

    Entretanto, caminhando pelas ruínas da fábrica de processamento de peixe onde ele trabalhava quando jovem, Robertsen praguejou contra as autoridades por tratarem Vardo “como o Congo Belga”, um território dependente que fornece mão de obra, mas sem qualquer autonomia ou mesmo sem ter ideia de qual será o seu destino.

    “Nós queremos viver da pesca, e não de radares secretos”, afirmou.

    O sigilo suscitou temores de que as autoridades estivessem ocultando riscos para a saúde.

    May-Sissel Dorme, uma das três mulheres na única rua perto do sistema de radar, sofreu abortos em 2000 e não sabe ao certo se a radiação do radar influiu, mas tem certeza de uma coisa:

    “Se a guerra eclodir, nós seremos o primeiro lugar que os russos bombardearão”.

    Os Estados Unidos insistem que seus planos visam apenas fazer frente aos mísseis de países “inimigos”, como o Irã e a Coreia do Norte.

    Por outro lado, a Rússia, que é muito mais fraca do que os Estados Unidos em matéria de forças militares convencionais, considera a iniciativa norte-americana de construir um escudo antimísseis uma ameaça direta à única área em que ainda pode competir — a dissuasão nuclear.

    “Existe uma nova guerra fria, mas é mais ameaçadora do que a antiga, porque a Rússia é muito mais frágil e, por isso, muito mais perigosa e imprevisível”, explicou o coronel Heier.


    enrik Pryser-Libell contribuiu com a reportagem



    Fontes:-

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    São Paulo, SP, 31 Julho de 2017

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    Editor:- Jarbas Borges - Ano 07 - Edição nº 072 - 31 Agosto de 2017
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