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Mkmouse - Revista Mensal Edição nº 091 - 28 Fevereiro de 2019


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O Google tem uma incubadora interna, chamada Area 120, responsável por alguns projetos interessantes.

Um deles é o Reply, que sugere respostas automáticas nas notificações do Android.

Desta vez, um grupo de funcionários criou um app para ensinar o básico de JavaScript.

Ele se chama Grasshopper, e está disponível gratuitamente para Android e iOS.


Funcionários do Google criam app que ensina você a programar em JavaScript

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O app tem esse nome em homenagem a Grace Hopper, pioneira da programação.

Ele possui três conjuntos de lições, começando com conceitos simples, e indo até funções mais complexas usando a conhecida biblioteca D3.

Você faz login com sua conta do Google (claro!), e responde se já tem alguma experiência, ou se está começando agora.

Tudo começa com um tutorial. Você desenha a bandeira da França usando os comandos drawBox() e newLine() para exibir as cores azul, branco e vermelho na tela.

Depois, você é convidado a desenhar a bandeira do Gabão usando a mesma técnica.


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Há um quiz para reforçar o conteúdo e garantir que você entendeu a lógica básica do JavaScript.

E logo você vai aprender sobre strings, variáveis, funções aninhadas, entre outros.

Sim, o app está todo em inglês, mas é um idioma necessário para aprender programação.

Você pode receber notificações para continuar fazendo o curso, ou desligá-las totalmente.


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Após terminar o conteúdo, você pode brincar no playground online criando suas próprias animações.

No fim, o Grasshopper também sugere aulas pagas no Coursera para aprender mais sobre JavaScript, HTML, CSS e webdesign.

O app recebe uma comissão por aluno: “se você se inscrever, vai ajudar o Grasshopper a continuar a crescer”.

A equipe está trabalhando para adicionar novas lições, mas não planeja ir além do JavaScript.

O site do aplicativo diz que esta linguagem é usada por mais de 70% dos desenvolvedores profissionais, e seus conceitos básicos “são universais para quase todas as linguagens de programação”.

Se você estiver interessado em aprender programação no smartphone, dê uma olhada também em aplicativos como SoloLearn e Lrn.

O que você achou do Grasshopper?



Fontes:-

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São Paulo, SP, 28 Fereveiro de 2019

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O que você precisa saber sobre o GNU/Linux – Debian e Arch Linux

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Por Pedro Cipoli | 09 de Março de 2018 às 14h47


No artigo passado conhecemos três grandes distros, todas baseadas em uma distro “pai”.

Isso tanto de forma direta quanto indireta.

O Linux Mint, por exemplo, é baseado no Ubuntu, que por sua vez é baseado no Debian.

Já o LMDE é baseado diretamente no Debian, assim como o Manjaro é baseado no Arch Linux.

Essas duas grandes distros, o Debian e o Arch Linux, deram origem a uma grande quantidade de distros, e vamos conhecer um pouco mais sobre elas nas próximas linhas.


Debian

O Debian GNU/Linux, ou simplesmente Debian, pode ser considerado o pai das distros mais populares por aí.

Certamente o Ubuntu (e variantes) é um a espécie de “top of mind” neste quesito, mas temos também o Linux Mint (tanto o baseado no Ubuntu quanto diretamente com o LMDE - Linux Mint Debian Edition), elementary OS, Zoris OS, Kali Linux (especializado em segurança) e deepin.

Isso para mencionar apenas as mais famosas.

Mas por que há tantas distros baseadas no Debian?

Em primeiro lugar, temos a enorme quantidade de pacotes pré-compilados para o sistema.

Quantos?

Mais de 51.000 deles, compatíveis também com todas as distros que usam ele como base.

Grande parte delas utiliza o apt (Advanced Packaging Tool) como gerenciador de pacotes, uma das mais intuitivas, além de facilitar a instalação de dependências.


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Debian com GNOME 2

As características acima chegam a ser curiosidade se comparadas à própria proposta do Debian: ser um sistema operacional universal.

Ele não é utilizado apenas em PCs e notebooks com processadores Intel ou AMD (tanto 32 quanto 64 bits) mas também: Alpha, ARM (incluindo o Raspberry Pi, com o Raspian), Intel IA-64, Motorola 68k, MIPS, PA-RISC, PowerPC, Sparc, UltraSparc, IBM S/390, and Hitachi SuperH.

Isso sem esquecer também do suporte a diversas opções de kernel.

O Debian é capaz de utilizar tanto o GNU/Linux quanto o FreeBSD, assim como o Hurd, ainda em desenvolvimento (Debian GNU/Hurd).

A versão comumente utilizada como base para outras distros é a versão stable, caso das versões LTS do Ubuntu, mas não é sempre o caso.

O deepin, por exemplo, usa como base a versão unstable, garantindo acesso a versões mais recentes tanto de interface quanto dos pacotes.

Naturalmente, a versão mais utilizada é a stable, recomendada para quem preza por estabilidade acima de tudo.

Por padrão, em prol dessa estabilidade, alguns pacotes permanecem na mesma versão por um bom tempo.

Isso não significa, porém, que o usuário não possa instalar uma versão mais atual manualmente.


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Tanto o Arch Linux quanto o Debian são compatíveis com a rquitetura ARM, oferecendo versões para o Raspberry Pi

Uma curiosidade sobre o Debian, em especial para quem costuma utilizar exclusivamente versões baseadas nele, é o processo de instalação.

É possível customizar uma série de características, assim como a interface, com uma mesma ISO, em vez de ter que escolher logo no download (caso do Ubuntu, Kubuntu, Xubuntu e etc).

Por vezes o Debian é apresentado como um sistema recomendado para “usuários avançados”.

Bobagem.

Exige-se, de fato, algum conhecimento de GNU/Linux, de uma forma geral.

Mas certamente ele está longe de ser tão “complicado” como é pintado por aí.

Além disso, como há uma enorme quantidade de distros baseadas nele, é um conhecimento que pode ser aproveitado na grande maioria delas.


Arch Linux


O Debian conquista um bom público com seu foco em estabilidade.

Cada versão é cuidadosamente “curada”, resultando em um grande intervalo entre elas.

Além de, claro, do suporte de longo prazo, caso das versões LTS.

Já o Arch Linux trabalha com uma proposta diferente.

Não há versões, por assim dizer.

O desenvolvimento é contínuo, com atualizações frequentes.

Não há um Arch Linux 7, ou Arch linux 2018.1: ha simplesmente o Arch Linux.

Esse conceito, conhecido como Rolling Release, garante um sistema sempre atualizado com as últimas versões da grande maioria dos pacotes.

A ideia por trás disso é que a grande maioria das atualizações “não quebrará o sistema”.

Caso de uma atualização de um LibreOffice, um GIMP ou mesmo um Chromium mais recente.

Nestes casos, o usuário pode contar com a versão mais recente.

Sempre.

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Arch Linux com o ambiente de desktop KDE

Assim como o Debian conta com o apt, o Arch Linux tem o gerenciador de pacotes pacman, nome reduzido de Package Manager (sim: o gerenciador de pacotes “gerenciador de pacotes”).

Os repositórios incluem tanto os oficiais quanto os mantidos pela comunidade e os utilizados pelos ambientes de desktop.

O repositório da comunidade é o Arch User Repository (AUR), mantido pela comunidade de usuários do Arch Linux.

Da mesma forma que o Debian, o Arch Linux tem a fama de ser um sistema difícil. Inclusive deu origem ao Manjaro, com a proposta de ser uma versão user-friendly do Arch.

O que acabou se revelando um sucesso, já que o Manjaro figura na segunda posição do ranking do Distrowatch, atrás somente do Linux Mint (e na frente do Ubuntu).

Isso significa que o Arch seja “difícil”?

De forma alguma.

As possíveis complicações são fáceis de contornar, em especial pela comunidade ativa e disposta a ajudar.

E todo o conhecimento adquirido também pode ser aproveitado nas distros “filhas”, como o já mencionado Manjaro, Antergos e Chakra.

Além da versão utilizada no Raspberry Pi, o Arch Linux ARM.


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Um dos diferenciais importantes do Arch Linux é a sua velocidade, rodando bem mesmo em máquinas com configurações modestas

Até agora vimos poucas distros mais pensando em uma introdução ao Linux do que algo mais extenso.

Focamos nas mais bem posicionadas no Distrowatch, lembrando que há centenas delas, cada uma com suas particularidades.

Chegamos a comentar sobre os ambientes de desktops utilizados, mas apenas de passagem.



Fontes:-

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Editor:- Jarbas Borges - Ano 08 - Edição nº 091 - 28 Fevereiro de 2019
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